Riesgos alimentarios y consumo sostenible.
OS RESUMOS

«¿Um novo consumidor?»
LUIS ENRIQUE ALONSO BENITO

Neste artigo é enunciada e debatida a teoria do novo consumidor, que nestes últimos anos tem elaborado a literatura sociológica sobre problemas de consumo. A seguir são relacionados os rasgos atribuidos pela teoria social contemporânea às sociedades postmodernas ocidentais -o risco, a fragmentação e a personalização- com os atributos e valores emergentes no modelo de consumo (segurança, prazer, personalização, conhecimento, simplicidade). O artigo conclui reflectindo sobre o momento actual dos movimentos de consumidores em relação com outros novos movimentos sociais, assim como as suas importantes e multidimensionais repercussões na construção de um novo modelo de bem-estar e cidadania.


«Alimentação e Cultura: entre a abundância e o risco alimentício»
MABEL GRACIA ARNAIZ

A ordem de trabalhos das agendas dos investigadores espanhois dedicados à alimentação humana está cheio de assuntos quentes –crisis alimentares, doenças e alterações psíquicas, desestructuração das refeições, homogeneização do consumo, aplicacações biotecnológicas, etc- que devem ser resolvidos a partir do reconhecimento e conhecimento das diferências culturais, do rol da socialização no consumo alimentar e das implicações sociais da alimentação sobre a saúde e o ambiente. A produção, distribuição e consumo de alimentos implica a diversos sectores que abrangem desde a agricultura até o processamneto dos alimentos, desde o restaurante até o lar, desde o indivíduo ao grupo social. Apesar da abundância aparente, o sistema de produção e repartição alimentar actual não garante as necessidades básicas da população, nem a distribuição equitativa dos alimentos, nem a capacidade regenerativa dos recursos utilizados. Também não favorece a confiança nos alimentos produzidos nem o desejo, humano e legítimo, de preservar e melhorar a qualidade de vida.


‘Um apontamento sobre consumo, sustentabilidade e modernização”
ERNEST GARCÍA

Este artigo aborda as tendências para un possível desenvolvimento mais sustentável do ponto de vista da avaliação da requisição de determinados produtos e serviços nas últimas décadas.
A partir de diversos dados e estudos empíricos, o autor, Catedrático de Sociologia da Universidade de Valencia, analiza o impacto no ambiente dos hábitos alimentares, o transporte, a habitação e outros consumos orientados para a distinção social. De igual maneira é tratada sintéticamente a sugestiva questão da divisão social em “classes de consumo” assim como a viabilidade de generalizar para todos os habitantes do planeta o consumo de “bens ociosos” que caracteriza as práticas de consumo da maior parte dos habitantes dos paises desenvolvidos.

«Da Agricultura Alternativa à indústria da Alimantação: Necessidade de mudanças na política alimentar»
Niels Heine Kristensen and Thorkild Nielsen

O desenvolvimento da agricultura biológica tem-se produzido desde a base, a partir da “contracultura” protagonizada por agricultores orgânicos,. defensores do ambiente e consumidores “políticos”. As autoridades nacionais e as instiuicões supranacionais têm respondido, ao longo desta última década, estabelecendo uma série de regras e sistemas de controlo para a agricultura biológica. Neste momento, a produção de alimentos biológicos desenvolve-se rápidamente en alguns dos estados membros da UE. Este desenvolvimento não é só a consequência dumas atitudes mais positivas da parte da indústria da alimentação para os produtos biológicos, mas uma necessidade crescente de respostas de equiparação em termos de política alimentar.


«Produção de alimentos e outros produtos do consumo humano: riscos possíveis no seu consumo»
GERARDO ÁLVAREZ DE CIENFUEGOS LÓPEZ

Neste trabalho faz-se uma revisão do papel da microbiologia industrial na producção de remédios, produtos químicos e industriais, comidas e bebidas, salientando os importantes contributos em todos estes campos fundamentais para o desenvolvimento social e para a obtenção de sustancias e produtos de uso e consumo generalizado. Aborda-se também a actualidade e as potencialidades da microbiologia aplicada nas técnicas de manipulaçao genética, especialmente no que diz respeito a produtos de interesse clínico, na indústria alimentar e nos processos de despoluição.
Finalmente tráta-se dos perigos existentes na obtenção de determinados alimentos para o consumo humano, a partir da tecnologia e as matérias primas utilizadas. Salienta o autor que, do ponto de vista tecnológico, não há problemas para garantir a necessária segurança alimentar; a polémica surge em torno da qualidade das matérias primas, uma vez que se abriu a hipótese do uso dos Organismos Modificados Genéticamente.


“Mudanças no consumo alimentar em Espanha: algumas propostas de análise dos comportamentos alimentares"
CECILIA DIAZ MENDEZ

Os dados sobre a procura de alimentos em nosso pais confirmam as teses de que os espanhois somos cada vez mais europeos: aproximamo-nos no consumo de calorias assim como na porcentagem de calorias de origem animal, as despesas de alimentaçao sao semelhantes e as refecções fora de casa são cada vez mais frequentes. A autora analiza a influência de diversos factores nas mudanças alimentares: preocupação pela saúde, deterioro do ambiente, a qualidade, o prolongamento do tempo de lazer, a distribuição comercial e o trabalho da mulher fora da casa familiar. Finalmente, analizam-se os aspectos da alimentação mais estudados até agora do ponto de vista da Sociologia e procuram-se novas linhas de avanço. A incidência dos contextos sociais sobre a alimentação, os resultados de determinadas acções políticas públicas ou as práticas de elaboração. Aspectos que, em conjunto, delimitan os desafios postos à Sociologia da alimentação para um próximo futuro.


“Asturias e o futuro da produção agroalimentar”
ENRIQUE JOSÉ PANTÍN CHAO

Neste artigo, o autor, Director General de Agroalimentación del Principado de Asturias, faz uma revisão à evolução histórica do sector agrícola asturiano salientando as potencialidades da “despensa” de produções tradicionais que atesoura Asturias.
A analise mostra a paulatina especialização dos empreendimentos agrários da nossa comunidade e as mudanças na orientação produtiva do gado vacum, o mais rendável para os camponeses asturianos.
Assinala-se também como as especiais condições territoriais, agrológicas e ambientais de Asturias aconselham não serem utilizadas dinámicas “produtivistas” mas produções de qualidade e de grande valor acrescentado. Assim, a potenciação de produtos de qualidade diferencial, aproveitando as inovações tecnológicas e na melhora das infraestruturas e a comercialização, deve ser a auténtica aposta de futuro para o mundo rural.

«Soberania do consumidor»
MANUEL BERNARDO FERNÁNDEZ SOMOANO

Um modelo regional pode servir para compreender os conceitos de Soberania e Segurança alimentar e acreditar numa outra agricultura que compagine os intereses dos agricultores e os consumidores, com uma agroindustria pensada como um elo mais de todo o processo. As administarações públicas devem garantir umas práticas e procedimentos úteis para o interesse colectivo: a Segurança Alimentar.

«O futuro do sector alimentar»
LUIS ALONSO ECHEVARRÍA

A segurança e a qualidade dos alimentos são debates de grande relevo em toda Europa ao longo dos últimos anos (vacas loucas, dioxinas, antibióticos, hormonas, resíduos, etc) e é uma causa proritária de preocupação para os consumidores e para a maior parte dos agentes do sector.
As diversas crises na segurança alimentar têm produzido fortes críticas contra o modelo agroalimentário actual. No planeamento das políticas agrárias não foram tidas em conta as novas exigências dos consumidores no que diz respeito aos sistemas de produção è às características exigidas aos alimentos, até que as sucessivas crises revelaram que as petições e críticas dos consumidores tinham uma base científica sólida. O escándalo das vacas loucas evidenciou claramente estas contradições, assim como a necessidade de uma mudança nos sistemas produtivos.
A crise das vacas loucas significou, ainda, a ruptura da relação de confiança entre os produtores e os consumidores, exigindo uma mudança profunda na PAC e nos sistemas de produção da carne.
No curto prazo, as graves consequências sanitárias e económicas derivadas da crise, devem ser reparadas. No entanto, para evitar a repetição de problemas desta natureza, precisam-se reformas profundas e abandonar os vigentes sistemas intensivos de produção, que estão na origem deste e outros vários efeitos negativos sobre a saúde e o ambiente, e devem ser substituidos por sistemas de produção extensivos válidos para dar resposta às novas exigências dos consumidores nos aspectos da qualidade, segurança e respeito pelo ambiente e o bem-estar animal.

«Resumo para sistemas alimentares sustentáveis»
CATHERINE MARIELLE

Analiza-se a noção de sustentabilidade com atenção especial para o caso de México e as economias camponesas. Em opinião da autora, mais importante do que as palavras são os conteúdos e a sua proposta e ultrapassar o marco da agricultura sustentável e chegar a ao dos sistemas alimentares sustentáveis. As linhas básicas de actuação são manter os ciclos biológicos, ritmos de trabalho tradicionais e o equilibrio ecológico da terra, incentivar ao agricultor, criar mecanismos de distribuição e comecialização mais justos e globalizar um sistema alimentar que faça viável um intercâmbio mundial contrário a uma concentração global, a partir da vontade transformadora de uma sociedade em armonia com a natureza.

“Segurança alimentar em Europa”
LAURA GONZÁLEZ ÁLVAREZ

Neste breve apontamento, a autora, deputada do Parlamento Europeu, assinala a influência da crise das vacas loucas na aprovação de novas normativas de segurança alimentar e a inquietação associada a os Organismos Modificados Orgánicamente.


 
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