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| Un mosaico imperfecto «O mundo e as eleiçoes presidenciais
no Brasil» O autor analiza o contexto geopolítico internacional as vésperas das eleições brasileras, que deram bom sucesso, tao esperado como contundente a Luiz Inàcio da Silva, Lula , do Partido dos Trabalhadores . Traz os atentados do 11 de setembro os EUA cambiaram a divisa da ideología do livre comercio e desregulação económica e mais financiera por o da luta contra o terrorismo, sem compromiso nenhum para qualquer legalidade ou instituções internacionais . Brasil, esta a viver as consequências cambiarias dos niveis de estabilidade monetaria obtidos mesmo que outros paises latinoamericanos, com uma atração de capitais especulativos, dependendo de eles e com uma brutal elevação dos niveis da devida e uma precarição do trabalho dos brasileiros. O bom sucesso de Lula pode propiciar uma panorama política nova na América Latina, a tarefa mais importante para a esquerda é a da construção de projectos estratégicos mais lá das eleições e do plebiscito do ALCA, tomando à volta os projectos do MERCOSUR, mais novos projectos no plano internacional. «Porto Alegre: Significação
e desafíos» Um outro mundo é possível, é a conclução do Foro de Porto Alegre, tao oposto às ideias do Foro de Davos, simultâneos no tempo de celebração ambos eventos, a autora faz uma revisao da amplia actividade dos participantes no Foro de Porto Alegre e mais as tácticas mais lá das etiquetas de “movimento antiglobalização”, explica ao tempo que nao é contra a globalização, só contra um modelo da mesma, o modelo neoliberal; mesmo propoe rechaçar com rotundidade toda acção política violenta, o que tería dado uma maior aceptação social e também satisfazer as expectativas geradas como movimento político e social. Como representante de um partido político de tradição socialdemócrata obstina-se em ultrapasar as razões da separação da política e a população, que explican certos resultados adversos na esquerda europeia. Os retos ideológicos são objectivos da acção política, como o direito à verdade, à informação limpa e ao conhecimento e os esforços no contexto do trabalho, erradicando privações e carências, como a relação entre innovação tecnológica e destruição do emprego, e também o tratamento adequado do fenómeno migratório. «O mosaico imperfeito» O século XX se extinguiu como começou: em guerra. É possível formulá-la de outro modo: engendrando utopias. Pedro Tierra, nacido Hamilton Pereira analiza desde a perspectiva brasileira do PT, partido ganador das recentes eleições nesse país, as pedras desse mosaico imperfeito, dialogando com elas. Formula a necesidade duma construção quotidiana do impensável. E comenta que o Foro Social Mundial sucede, não por casualidade, numa cidade como Porto Alegre, baseada numa experiência singular do PT brasileiro. Amplia a percepção de temas novos desde uma pluralidade que a lógica da globalização atira contra as esquerdas, e abre perspectivas inéditas de equacionamento, como os orçamentos participativos, frente a grandes questões desde o ponto de vista dos excluidos e da acção cultural revolucionária, na que o papel da Fundação Perseu Abramo ha tido experiências importantes. Num mundo no que a palavra radical foi abolida dos dicionarios da política, cumple às esquerdas apontar os caminhos que a reconciliem com a radicalidade, restabeleciendo na pauta do debate mundial outra tábua de valores que balizem perspectivas diferentes para o desenvolvimento humano, trazendo a vocação do diverso, do libertário, a vocação do humano, recusando a branca ordem de Davos, e suas siglas. A solidariedade é o ar que sustenta as esperanças: pretos, brancos, amarelos, vermelhos, verdes, azuis... a frágil possibilidade de que um outro mundo é possível... »Políticas culturais e desenvolvimento
social. Algumas notas para cotejar conceitos» Trata-se no análise dos vínculos e interrelações múltiplas entre os tópicos da cultura e o desenvolvimento social. Um primer conceito discutível é o da globalização que com frequência utiliza-se de maneira equívoca, assim repasam-se as aportações de Renato Ortiz, Martín Hopenhaym, Néstor García Canclini, autores latinoamericanos que planejam a distinção obrigada entre mundialização da cultura e a globalização da economía. Estamos a viver en sociedades onde trocou a valorização social do tempo, uma nova cultura do instantáneo, onde afundam as erosões a noção do público no quadro das “sociedades da desconfiança”, mesmo na escola, na empresa, no bairro, no partido político, na nação e outros espaços que aportaban confiança. As políticas culturais são por tanto uma variável do desenvolvimento e é bom que se esté a falar disso nesse contexto antipolítico, ja seja no Uruguay ou noutro qualquer país ibero-americano. Falar de novo qué Estado é o mais fecundo para a área cultural e como afrontar a noção de patrimonio cultural nacional e a questão da finanzação, as industrias culturais e os custos económicos que tenhem. Faltam diagnoses rigorosas no campo da cultura, com políticas culturais activas e impulsos reformadores e a necesidade de apostar por as questões do conhecimento, da innovação, dos recursos humanos, de profissionalizar o tema da gestão cultural, de evitar as receitas importadas. «Notas para pôr em foco filosófico
materialista à g lobalização» Se propõem os fundamentos para uma teoria filosófica materialista que organize as distintas aproximações filosóficas que cumple fazer frente a questão da globalização. Faz-se uma crítica às alternativas cosmistas, monistas e idealistas que entendem a globalização à berma das pautas e programas que algumas partes do mundo aplicam sobre o resto. Com isto busca-se compreender as fronteiras materiais da globalização, contra as doutrinas idealistas da luta de civilizações, e contra a teoria do fim da historia. «A crise na região. Entre o individualismo
e a desconfiaça» Desde a experiência e prática da gestão cultural urbana, na cidade de Montevideo, o autor trata que não todos falamos do mesmo quando nos referimos aos factores vinculados a uma situação de crise. A cultura e central no debate público, mais ainda parece marginal nos projectos políticos alternativos que se desenvolvem na região. En Montevideo a sua vida cultural, a sua composição cosmopolita pelas suas antecedentes portuarias, é também seu “santo e senha” de sempre. Pretende-se uma cidade aberta, um porto de culturas, uma política social além da política cultural, e é imprescindível superar o assédio da mirada en excesso económica. A cultura parece entrar na grande pauta global. Assinala-se, por mor da crise argentina e dos paises da área, que uma questão clave é a desconfiaça de e na sociedade, factor determinante e medidor do nível do capital social acumulado. Este período opaco, entre o individualismo e a desconfiaça, pode achar saídas na diversidade cultural das suas raízes, com os seus claro-escuros e contradições, com a potencialidade dos seus símbolos e a força das suas esperanças. «Plano Colombia: Gasolina ao fogo» O Plano Colômbia tem objectivos superiores à venda de helicópteros, o mais importante é o petróleo. EUA tem planos distintos à hipotética “guerra contra as drogas” que é uma pantomima, já que tira a terra ao camponés e com o conceito da “narcoguerrilha” trata de legitimar a intervenção no conflito interno colombiano e na política sul-americana. A estratégia transnacional, o papel do petróleo, a electricidade, os cultivos ilegais, a violência, terra e genocídio tráta-se neste trabalho no contexto do que chama gamonalismo como classe dirigente e que é um dos elementos fundamentais para entender a crise colombiana. O Plano Colombia, Iniciativa Andina, o Plano Puebla-Panamá, os paramilitares, o latifúndio especulativo, o genocídio social e político é Gasolina ao fogo duma guerra que já vai para 52 anos e que ameaça com contaminar a Sul-américa inteira. «Do Norte ao Sul: Expansão interterritorial
e trabalho nas indústrias globais de México» Tráta-se de analizar o impacto da industria maquiladora na conformação e organização da força de trabalho. Mostra-se a expansão deste fenómeno das maquilas nos últimos quarenta anos no México, com tres regiões claramente nomeadas. No norte, nordeste e noroeste deste pais norte-americano. Assinala-se a influença de expansão no territôrio da maquiladora, gerando uma polarização da mão de obra por géneros, sectores e categorías de ocupação das tres regiões analizadas onde haja uma relação importante de movilidade territorial da maquila e do tradicional trabalho de ciclos fiminino entre as regiões das fronteiras ascendentes e as regiões interiores na desvantagem . Nas apariênças a expansão da maquila ten tendência a propagar condições de trabalho mais precárias. Por tanto estão a questionar os momentos de surgimento e concentração da maquiladora e como influiu no comportamento laboral e sindical, com a perda clara do poder de negociação regional dos sindicatos nos anos oitenta. A etapa actual é de ausência sindical o que incrementa a vulnerabilidade para os trabalhadores destas indústrias. «Guerras mundiais
e globalização» O profesor José María Laso Prieto analiza o papel das guerra mundiais no desenvolvimento do fenómeno chamado da globalização sob critérios marxistas tanto nas teses de Marx e Engels, como por as teses de Lénin sobre a necesidade expansiva do desenvolvimento do modelo capitalista, que tem como consecuências inevitaveis o modelo da globalização económica vigente na actualidade, en grande forma fruto das acções bélicas, que junto com outros processos puseram em movimento as sociedades capitalistas desde o século XIX ate o momento actual. O autor analiza depois diversas definições do fenómeno da globalização e faz uma dura crítica ao chamado pensamento único que por tanto justifica o fenómeno actual da globalização, não como fim da acção política expansiva do imperialismo capitalista, senão como um sucesso de processo imprescindível, sem volta atrás e imutável. Todo ele sob o prisma metodológico do Materialismo Histórico. Alain de Botton é um escritor múltiplo. A autora concluiu, desde tres das suas obras, que a sua tese quotidiana consiste em tomar alguma questão da vida quotidiana que seja perto tanto ao leitor como ao autor e pôr em foco desde uma perspêctiva de refleção positiva, baseada no que outros autores mais o menos clásicos pudieram ensinarmos sobre ela. As leituras de Botton podem resultar um bom estímulo para estudantes de filosofía, ja que trasmite o desejo de refleção, de saber, de fazer perguntas e a visão da filosofía como disciplina de utilidade prática para a vida. «A expreção americana de Lezama
Lima» Nomear o fragmetário e a subjetividade do desordem, quiça
seja o padrão para a construção do ensaio ena modernidade,
mais quando este género apela a imagem sempre nova e plural de
América Latina. |
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