| |
OS RESUMOS
«Criação e Objetivos da conferência
de cidades do Arco Atlântico»
EDMON
HERVÉ
A Conferência das Vilas do Arco Atlántico nasceu dentro
de uma assembléia geral que se reuniu em Rennes (França),
os dias 6 e 7 de julio de 2000, uma trintena de vilas da fachada atlântica.
A gestão, levada a cabo pela prefeitura de Rennes no nome da Rede
de Grandes Vilas do Oeste (Angers, [Brest], Le Mans, Nantes e Rennes)
encontra sua origem em um contexto particularmente favorável para
a afirmação das vilas atlânticas no final dos anos
90.
Hoje em dia, a [CVAA], trabalha sobre cinco âmbitos identificados
como de interesse comum: (acessibilidade, desenvolvimento urbano, desenvolvimento
econômico, cultura e patrimônio, vilas portuárias)
dispõe de um balanço que legitima a continuação
de sua ação: os projetos comuns se conceberam, as vilas
são conscientes da necessidade do trabalho em comum. Suas autoridades
estão informadas sobre os temas da atualidade comunitária
e a conferência se erigiu em um interlocutor identificado pelas
autoridades européias. Ela participa da definição
e promoção de um modelo urbano europeu que favorece a mudança
em Europa e sua evolução.
«Gijón no Arco Atlântico»
PAZ
FERNÁNDEZ FELGUEROSO
A cidade de Gijón se envolveu em sua dimensão atlântica
com numerosos projetos socioeconômicos e culturais. Preside a Conferência
de Cidades do Arco Atlântico, após tomar a testemunha da
cidade de Rennes.La idéia de ação local exterior
vai consolidar uma área de espaço atlântico dentro
de uma economia competitiva, um desenvolvimento sustentável e políticas
de igualdade, que formam umas linhas de trabalho que vão marcando
o compromisso de Gijón com o futuro.
«Arco Atlântico»
LIZ
CAMERON
A Capitalidade Cultural Européia de Glasgow em 1990 serviu para
iniciar uma indústria cultural, artística e esportiva que
tentasse dar solução aos problemas econômicos e sociais
derivados do fim da etapa industrial. A regeneração urbana,
econômica e social que viveu a cidade se conseguiu em boa medida
graças a estas políticas.
«Cidadâos em rede e bens publaicos de
informaçâo. Novas Responsabilidades para as Comunidades territoriais»
VALÉRIE
PEUGEOT
Técnica e vila, eis aquí dois conceitos que raramente são
postos em relação pelas políticas públicas.
Frutos da investigação otable de entidades públicas
e privadas, a otable e a técnica dão valor a os programas
nacionais e internacionais, dentro das quais não podem ou não
querem dar sua opinião.
otable í nós nos encontramos com uma otable paradoxal: por
otable , a informação territorial, definida como um vetor
de fatos significantes, não conhece mais fronteiras que o passo
de umas a outras organizações, como se articulam os mesmos
otable ía e que maneira se relacionam entre se.
Este artigo propõe uma desencriptação desta mutação
informativa e uma primeira pesquisa dos contornos de uma política
pública local que se põe mãos à obra em matéria
de otable ía da informação.
A humanidade de manhã não poderá ignorar os conhecimentos,
como não pode prescindir do água otable. Em uma caso como
no outro, no presente se há de pensar em distribuir, parcelar,
e favorecer a circulação, como uma condição
sine qua non para a paz.
«Policentrismo e Vilas Atlánticas: Para
um modelo de desenvolvimento equilibrado e cooperativos»
XAVIER
GIZARD
MARIE-ANGE
ORIHUELA
No artigo os autores abordam o estado atual dos núcleos urbanos
e as realidades das vilas atlânticas. Tentam dar resposta às
perguntas Por Que as vilas atlânticas se decidem a trabalhar juntas
em seu desenvolvimento e na implementação de um projeto
policêntrico?. E também Que é o Esquema de Desenvolvimento
do Espaço Comunitário? Que é o policentrismo? Que
reflexões nasceu a iniciativa e que pode representar uma oportunidade
de ressurgimento sem precedentes para as vilas atlânticas?.
Em uma segunda epígrafe o artigo estuda a implementação
do projeto policêntrico através das propostas da Comissão
Européia publicadas em fevereiro de 2004 no documento " Um
novo acasalamento para a coesão" e a importância para
as vilas de um seguimento mais ativo do tema.
Enfim, os trabalhos e reflexões das Comunidades do Arco Atlântico
que se evocam, contribuem no presente à realização
do projeto policêntrico Atlântico.
«Novas Estratégias de Planejamento urbano»
STUART
FARTHING
O articulo trata sobre a natureza das novas formas de planejamento urbano,
emergentes na Europa na década dos anos oitenta, em resposta à
reestruturação econômica das áreas urbanas.
Algumas de suas características convencionais representam um “projeto
base” que aborda
o planejamento como iniciativa do desenvolvimento econômico. O argumento
básico deste trabalho é que a estratégia, longe de
desaparecer, concerne e supõe nos anos oitenta um aspecto fundamental
com um estilo de planejamento empresarial. Os tipos de planejamento estratégico
emergem nos anos noventa baseados em visões e estratégias
de associação, cobrindo uma ampla gama de áreas urbanas,
algumas vezes a região metropolitana atua como um tudo, que representa
a fase última de um maior e renovado interesse pelo planejamento
estratégico na Europa
«Três décadas de experiências
de reabilitação portuária»
JOAN
ALEMANY LLOVER
Partindo das iniciativas de regeneração urbana empreendidas
nos espaços portuários das cidades dos Estados Unidos e
o Reino Unido durante os anos setenta, o artigo examina a evolução
e os benefícios que este tipo de atuações têm
suposto para a melhora das relações porto ˆ cidade,
a integração urbanística das zonas portuárias
e o estímulo em seu seio de novas atividades que contribuíram
para dinamização da economia local.
A integração urbanística e a reconversão das
atividades desenvolvidas nas zonas portuárias constituem o código
para o logro de um desenvolvimento local equilibrado e sustentável
nas grandes cidades portuárias, que se erigem em uma importante
fonte de experiências para municípios ou localidades que
atualmente enfrentam o desafio da regeneração de seus portos.
«Para um dispositivo de Inteligência
Territorial : O sistema de informação das cidades Atlânticas»
PATRICK
FAUGOUIN
A inteligência territorial é, hoje em dia, um dos conceitos
cardeais dentro das preocupações das políticas de
ordenação do território, que aparece como um dos
elementos essenciais da construção da competitividade dos
territórios.
A Conferência das Vilas do Arco Atlántico (CVAA) e o Instituto
Atlântico de Ordenação do Território (IAAT),
respondem a esta demanda com a construção de um sistema
de informação das vilas atlânticas.
A observação e a análise dos fenómenos urbanos
ocupam um lugar,cada vez mais importante, nas demandas dos responsáveis
políticos. As cidades atuam e influem sobre os territórios
e nas redes que integram, com a geração de vetores e difusores
de inovação e de riqueza.
O sistema de informação proposto permite aos atores territoriais
colocar em comum informações relativas ao governo das cidades,
a suas concorrências e funções, analisar as informações
e publicá-las.
Em conclusão, o sistema permite igualmente propor serviços
e as ferramentas para elaborar, administrar e avaliar simultaneamente
ações que contribuem para um desenvolvimento sustentável
dos territórios.
«As cidades atlânticas e o desenvolvimento
econômico»
RUI
ACEVEDO
ROSA
MAR PRIETO-CASTRO GARCIA-ALIX
As cidades concentram a maioria da população do planeta
e são cada vez mais espaços de criação de
riqueza e inovação do mundo contemporâneo. Através
das cidades e de suas redes os territorios se inscrevem em dinâmicas
globais, culturais e socioeconômicas de desenvolvimento.
O Espaço Atlântico, apresenta no entanto uma estrutura urbana
relativamente débil e territorialmente desequilibrada em relação
a outros espaços territoriais e urbanos do Centro da Europa. Não
abundam grandes metrópoles e os papéis e funções
desempenhados pelas cidades atlânticas no contexto internacional
são relativamente periféricos e marginais.
Neste contexto, e como uma oportunidade real para o desenvolvimento do
Espaço Atlântico europeu, cidades desde a Escócia
até Andaluzia, reunidas pela primeira vez em Rennes os dias 6 e
7 de Julio de 2000, decidiram constituir a Conferência de Cidades
do Arco Atlântico, com objeto de fortalecer suas atividades de cooperação
e incrementar seu peso político em nível Europeu.
A Conferência se estruturou em cinco Comissões Temáticas
com a missão de desenhar futuros programas de cooperação
em áreas de interesse mútuo: Acessibilidade, Desenvolvimento
Urbano, Desenvolvimento Econômico, Cooperação Portuária
e Cultura.
«Nantes: Um desenvolvimento urbano que preserva
o futuro»
PATRICK
RIMBERT
A cidade de Nantes, com quase seiscentos mil habitantes e uma das taxas
de crescimento mais altas da França, sobe aplicar os princípios
do desenvolvimento sustentável a sua expansão demográfica
e urbana. A proteção do meio ambiente, a potenciação
do transporte público e as políticas culturais se mantêm
em perfeito equilíbrio com um forte desenvolvimento econômico
e um contínuo progresso social e solidário. Uma estratégia
de desenvolvimento sustentável baseada na preservação
dos espaços naturais, a integração do meio ambiente
nos projetos de desenvolvimento urbano e um „contrato de cidade‰
que reforça a coesão social, entre outras medidas, servirá
para elaborar uma Agenda 21 local de referência no espaço
comunitário.
«Mercocidades: Um ator emergente no palco internacional»
DANIEL
CHASQUETTI
Mercocidades é a principal Rede de municípios do MERCOSUL
e principal referente em matéria de governos locais do processo
de integração latino-americana. Fundada em 1995, a rede
agrupa na atualidade a 123 cidades da Argentina, o Brasil, o Paraguai,
o Uruguai, o Chile e a Bolívia.
As cidades conceberam a integração não como um acordo
meramente tarifário, mas principalmente como um projeto político
que transcende os destinos nacionais, tanto em sua diversidade social
e características culturais, como em seus incentivos comerciais
e financeiros. A Rede se transformou em fábrica de produzir boas
práticas sobre a experiência européia. A descentralização,
as políticas sociais e o planejamento estratégica constatam
a influência européia da pujante cooperação.
Convênios de intercâmbio técnico, fundos não
reembolsaveis facilitaram políticas inovadoras. Resulta imprescindível
o aprofundar o compromisso entre as partes. A cooperação
necessária pode encontrar-se, desse modo, além da cultura
e a educação, apesar das crises econômicas e flagelos
sociais que assoam a esta parte do mundo.
«A Arte contemporânea na Europa: Uma
aposta, uma oportunidade, uma trajetória (un pasagge)»
JEAN-PIERRE
SAEZ
Neste ensaio, o autor examina as perspectivas de futuro da arte contemporânea
na Europa, ao que outorga um importante papel na definição
da identidade cultural européia. Existe em verdade uma Europa da
cultura? É a Europa um marco favorável para o desenvolvimento
da arte contemporânea? Qual é o alcance do compromisso dos
profissionais da arte com a promoção da cultura européia?
É necessária uma maior cooperação neste âmbito?
Que panorama se vislumbra no horizonte cultural europeu
São estes alguns das dúvidas que o autor nos formula ao
longo destas linhas e aos que trata de dar resposta examinando a função
que cumprem os diferentes atores participantes em a arte contemporânea
em a construção de uma a Europa de a cultura.
|
|
 |
|